sexta-feira, 8 de março de 2013

Advogado diz que Bruno recebeu bem notícia de condenação Goleiro foi condenado, e ex-mulher, absolvida. Lúcio Adolfo diz que vai recorrer da sentença.

Lúcio Adolfo negou acordo com a acusação (Foto: Pedro Cunha/G1) 
Lúcio Adolfo negou acordo com a acusação
(Foto: Pedro Cunha/G1)
O advogado Lúcio Adolfo, que defende Bruno Fernandes, disse nesta sexta-feira (8), que o goleiro recebeu bem a notícia de sua condenação, mas ficou consternado. No início da madrugada, o conselho de sentença, formado por dois homens e cinco mulheres, decidiu condenar o goleiro e absolver, a ex-mulher dele, Dayanne Rodrigues. De acordo com o defensor, que admitiu estar chateado com o resultado, ele pediu ao cliente que não chorasse diante da decisão. A defesa adiantou que recorrerá da sentença da juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, que condenou o goleiro a 22 anos e 3 meses de prisão. “Ela pode estar certa. O tribunal e os recursos vão dizer”, pontuou.
Após o anúncio da decisão, Lúcio Adolfo afirmou temer pela segurança do cliente na cadeia, devido ao fato de ele ter delatado o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, e Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão.  Segundo ele, por medo, Bruno não havia admitido a morte de Eliza Samudio anteriormente.

Outro advogado do goleiro, Tiago Lenoir, afirmou ter perdido uma batalha, mas não a guerra. Ele também representa Dayanne. Em relação a absolvição da ré, ele disse considerar a defesa vitoriosa. Em uma rede social, comemorou o resultado e antecipou que ela havia sido absolvida pelos jurados.
Eliza desapareceu em 2010 e seu corpo nunca foi achado. Ela tinha 25 anos e era mãe do filho recém-nascido do goleiro Bruno, de quem foi amante. Na época, o jogador era titular do Flamengo e não reconhecia a paternidade.
Para a Justiça, a ex-amante do jogador foi morta em 10 junho de 2010, em Vespasiano (MG), após ter sido levada à força do Rio de Janeiro para o sítio do goleiro em Esmeraldas (MG), onde foi mantida em cárcere privado. A certidão de óbito foi emitida por determinação judicial. A criança, que foi achada com desconhecidos em Ribeirão das Neves (MG), hoje vive com a avó em Mato Grosso do Sul. Um exame de DNA comprovou a paternidade.
A Promotoria afirma que, além de Bruno e Dayanne, mais sete pessoas participaram dos crimes. Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, amigo de Bruno, e Fernanda Gomes de Castro, ex-namorada do atleta, foram condenados no júri popular realizado em novembro de 2012.
No dia 22 de abril, Bola será julgado. Em 15 de maio, enfrentarão júri Elenílson Vitor da Silva, caseiro do sítio, e Wemerson Marques de Souza, amigo do goleiro. Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno, foi morto a tiros em agosto de 2012. Outro suspeito, Flávio Caetano Araújo, que chegou a ser indiciado, foi absolvido (saiba quem são os réus).
Jorge Luiz Rosa, outro primo do goleiro, que era menor de idade na época da morte, cumpriu medida socioeducativa por crimes similares a homicídio e sequestro. Atualmente tem 19 anos e é considerado testemunha-chave do caso.
Veja a seguir como foi o debate entre o promotor Henry Wagner Vasconcelos de Castro e os advogados dos réus, na quinta-feira (7), e o que aconteceu nos demais dias do júri popular:
selo_bruno_promotoriaxacusaçãoNOVA (Foto: Editoria de Arte / G1)
07/03/2013 - Advogado Lúcio Adolfo fala em direção ao promotor (Foto: Léo Aragão/G1) 
O advogado Lúcio Adolfo faz a defesa de Bruno sob
olhares do promotor do caso(Foto: Léo Aragão/G1)
Eliza não veio [para Minas Gerais] passear não, minha gente. Ela veio com a cabeça estourada"
Henry Wagner Vasconcelos de Castro, promotor
Lúcio Adolfo, advogado de Bruno Fernandes de Souza, encerrou os debates entre defesa e acusação pedindo aos jurados a absolvição do goleiro, apesar de em nenhum momento ter afirmado que o jogador é inocente na morte de Eliza Samudio. Ele voltou a falar que a ação tem falhas, desqualificou o depoimento de Jorge Luiz Rosa, primo do atleta menor de idade à época dos crimes, e acusou mais uma vez o Ministério Público de ter feito um "acordo" com Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, para "não passar vergonha". O defensor pediu aos jurados que, em caso de condenação, a pena do goleiro seja menor que a de Macarrão. "Não deve passar de 10 [anos]", disse.
'Pena máxima para Bruno'
Durante sua participação final nos debates do júri popular de Bruno e de Dayanne Rodrigues, o promotor Henry Wagner Vasconcelos de Castro pediu que o goleiro receba a pena máxima pela morte de Eliza Samudio e disse que o jogador e os demais envolvidos no assassinato "foram festejar a morte" da modelo após o crime. Somadas as duas vezes em que falou, ele teve quatro horas e meia para convencer os jurados.
Na quarta (6), durante o seu interrogatório, Bruno disse que foi a três festas e participou de uma partida de futebol com o time 100% depois da morte, da qual sabia a partir de conversa com Macarrão e com seu primo Jorge Luiz Rosa.
Em sua fala, Bruno reconheceu pela primeira vez que sabia que Eliza Samudio havia sido morta e, também pela primeira vez, implicou o policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, na morte da modelo, dizendo que ele havia sido contratado por Macarrão. Hoje, ao falar mais uma vez a pedido da defesa, Bruno disse que "sabia e imaginava" que ela seria morta.
Com base no depoimento Jorge Luiz Rosa à polícia, o promotor descreveu como a modelo foi morta. "Saiu espuma branca da boca dela. Ela agonizou, espereceu e por fim, morreu", disse conforme a testemunha. A mãe de Eliza Samudio, Sônia Moura, saiu do plenário chorando com o relato. "Ninguém está em dúvida se Bola matou a Eliza não", disse Henry Wagner de Castro. "O Bola matou a Eliza", disse em seguida.
07/03/2013 - Advogados de Bruno conversam antes do quarto dia de julgamento (Foto: Renata Caldeira / TJMG) 
Lúcio Adolfo, à esquerda, conversam com colegas
da defesa no júri (Foto: Renata Caldeira / TJMG)
O promotor tem mais dúvida que os senhores. Eles não têm prova contra Bruno, tanto que precisou fazer um acordo com Macarrão"
Lúcio Adolfo, advogado do goleiro Bruno
'Negociata com Macarrão'
Na primeira vez que falou aos jurados, o advogado Lúcio Adolfo afirmou que a única prova do Ministério Público contra o goleiro Bruno é uma "negociata com Macarrão", em referência ao interrogatório em que Luiz Henrique Romão ligou o atleta à morte de Eliza Samudio, em novembro de 2010, antes de ser condenado a 15 anos de prisão.
"O promotor tem mais dúvida que os senhores. Eles não têm prova contra Bruno, tanto que precisou fazer um acordo com Macarrão", disse aos jurados, classificando o suposto acerto de "excuso, indecente e imoral".
Macarrão pegou 15 anos de prisão – pena mínima por homicídio qualificado em razão de sua confissão. Conforme a sentença da juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, ele foi condenado a 12 anos em regime fechado por homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, asfixia e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima) e mais três anos em regime aberto por sequestro e cárcere privado. O amigo de Bruno foi absolvido da acusação de ocultação de cadáver.
Durante o debate, o advogado do jogador classificou de "incompletas" as provas e afirmou que não cabe a ele provar a morte de Eliza nem se "o corpo estava aqui ou acolá". Ele disse ainda que o promotor fez um "cineminha" no júri popular com imagens de reportagens sobre o caso. "Essa é a prova do Ministério Público", ironizou. Afirmou também que o atestado de óbito, expedido às vésperas do julgamento, "alimenta a imprensa" e criticou o promotor do caso. "O doutor promotor só conseguiu ficar bonito na tela de TV. Provar, nada".
O defensor apresentou três opções para os jurados: na primeira, pediu absolvição por falta de provas; na segunda, defendeu uma participação "menor" de Bruno no crime; e na terceira, disse que os jurados podem entender que Bruno participou de outro crime, mas não da morte de Eliza.
ATUALIZADO Arte estática Caso Eliza Samúdio (Foto: arte)
Promotor livra Dayanne
Henry de Castro, na primeira vez que teve a palavra, pediu a absolvição de Dayanne Rodrigues, ex-mulher de Bruno. Ela chorou ao ouvir as palavras do promotor.
Segundo o responsável pela acusação, Dayanne deveria ser inocentada porque foi "coagida" pelo policial aposentado Zezé, José Lauriano, que hoje é investigado por participação no crime. Segundo ele, Bruno deixou a "mãe de suas filhas à mercê" de Zezé. "E Bruno conhecia o Zezé", disse.
Antes disso, a ex-mulher do goleiro pediu para ser ouvida novamente no júri popular para dizer que tem medo de José Lauriano.
Na nova fala, Dayanne disse que recebeu uma ligação do policial Zezé, em que ele dizia que Macarrão já o tinha avisado de que ela estava com o bebê, orientando para ela não comparecer com a criança na delegacia de polícia. "Eu senti medo naquele momento, tanto quanto estou sentindo agora, ainda mais depois que o Bruno falou ontem", disse.
'Sabia e imaginava'
Bruno, em um novo interrogatório na quinta (7) sobre a morte de Eliza, disse que "sabia e imaginava" que Eliza seria morta. A juíza Marixa Rodrigues determinou que ele retornasse ao plenário para ser ouvido novamente, a pedido de sua defesa.
"Pelas brigas constantes, pelo fato de eu ter entregado ao Macarrão o dinheiro", disse o jogador sobre estar ciente de que a modelo seria assassinada.
O promotor Henry Wagner Vasconcelos de Castro afirmou que agora é possível saber que o goleiro Bruno"mentiu", mesmo sabendo de toda a verdade sobre a morte de Eliza Samudio.
"O futebol perdeu um goleiro razoável, mas um grande ator", afirmou o promotor no início de sua primeira intervenção, afirmando que a "canalha quadrilha" levou Eliza do Rio de Janeiro para Minas Gerais e que ela nunca fez o exame de DNA porque Bruno não quis.
Segundo o acusador, Bruno agrediu Eliza, ameaçou a jovem de morte e tentou forçá-la a tomar abortivo. Para o promotor, o jogador se negava a atender o único pedido da vítima: o pagamento dos exames pré-natais.
"Bruno é o articulador, ele está no comando, ele está no controle, ele está na apuração", disse o promotor, que afirmou que Luiz Henrique Romão, o Macarrão, era "jagunço e faz-tudo" de Bruno. Por isso, o goleiro enviou, depois do crime, uma carta pedindo que o "irmão" assumisse a culpa em seu lugar.
Bruno_selo_6demarço (Foto: Editoria de Arte / G1)
O goleiro Bruno Fernandes de Souza disse na quarta-feira (6) que aceitou o fato de que Eliza Samudio havia sido assassinada a mando do amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, sem tomar qualquer atitude e sem denunciar os envolvidos no crime. "Como mandante, dos fatos, não, eu nego. Mas de certa forma, me sinto culpado", afirmou o atleta. "Eu não sabia, eu não mandei, excelência, mas eu aceitei", disse à juíza Marixa Rodrigues.
O goleiro disse que Macarrão contou a ele que contratou Bola para matar Eliza. Foi a primeira vez que Bruno implicou Bola na morte da modelo, com quem o atleta teve um filho. O atleta reconheceu pela primeira vez que Eliza foi morta, culpou Macarrão pelo assassinato, negou ser o mandante do crime e disse acreditar que poderia ter evitado esse desfecho.
Bruno disse que não denunciou Macarrão pelo crime por "medo de acontecer alguma coisa" com as sua filhas e com ele próprio e também "pelo fato de conhecer ele há muito tempo".
Bruno_selo_5demarço (Foto: Editoria de Arte / G1)
Dayanne Rodrigues, ex-mulher do goleiro Bruno, disse na terça-feira (5), em depoimento no seu júri popular, que "não são verdadeiras" as acusações contra ela e que o jogador e Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, pediram para ela mentir sobre o paradeiro do filho de Eliza Samudio com o atleta.
No segundo dia do julgamento, a fase de testemunhas foi encerrada. Durante a exibição de vídeos sobre o caso, o jogador chorou e a mãe da vítima, Sônia Moura, passou mal ao ver uma reportagem em que a filha denunciava ter sido ameaçada pelo goleiro.
Ela detalhou os dias em que esteve no sítio e para onde levou o bebê Bruninho, filho de Eliza, dizendo que cuidou da criança a pedido de Bruno e que não sabia o que havia acontecido com a modelo.
Bruno_selo_4demarço (Foto: Editoria de Arte / G1)
No primeiro dia do júri popular, o goleiro Bruno Fernandes de Souza chorou durante a sessão. Ele leu a Bíblia e, de cabeça baixa durante as quase oito horas de julgamento, viu sua defesa dispensar todas as testemunhas que havia arrolado.
Considerado testemunha-chave no júri, o primo de Bruno, Jorge Luiz Rosa, não compareceu e também foi dispensado.
Com as dispensas e as ausências, o goleiro ficou sem nenhuma testemunha de defesa. Para especialistas, tratou-se de uma estratégia.
O corpo de jurados, composto por cinco mulheres e dois homens, também foi escolhido na segunda-feira, quando o julgamento começou às 11h45 e foi encerrado às 19h20.
Todos os pedidos, que visavam adiar o júri, foram negados pela juíza Marixa Fabiane, entre eles, o da defesa de Bruno sobre o atestado de óbito de Eliza Samudio, expedido pela Justiça criminal (entenda o caso).

'Quem garante que Bruno não fará com meu neto o que fez com minha filha?' Mãe de Eliza teme pela vida de Bruninho quando o ex-goleiro sair da prisão

Desde o início da semana, o Mais Você vem acompanhando o júri popular que iria definir a vida do ex-goleiro Bruno. A sentença saiu nesta madrugada: Bruno foi condenado a 22 anos e três meses de prisão pelo assassinato e ocultação de cadáver de Eliza Samudio e também pelo sequestro e cárcere privado do filho Bruninho. Dayanne Rodrigues, ex-mulher do jogador, foi absolvida da acusação de sequestro e cárcere privado do bebê.
A mãe de Eliza, Sônia Moura, acompanhou todo o julgamento de perto, em Contagem, Minas Gerais, e chegou até a passar mal e a ficar indignada com a sentença. Em conversa exclusiva com Ana Maria, ela desabafou: “Esperava um pena bem maior. Aceito com indignação, acho que foi injusto. Meus advogados vão recorrer da sentença não só a do Bruno como a da Dayanne”. Em seguida, Sônia mostrou uma foto do neto e completou:
“Meu neto é o que mais vai sofrer com tudo isso. Quem me garante que ele (Bruno), quando sair, não vai fazer com ele, o que fez com minha filha? Neste Dia Internacional da Mulher, eu esperava que a Justiça me desse um presente. Vim buscar uma resposta que eles não me deram. Não sei o que foi feito com o corpo da minha filha até hoje. Isso vai ser muito importante para mim e, principalmente, para o meu neto, que não tem nenhuma referência da mãe”, disse emocionada.
Sentença diz que "execução foi meticulosamente calculada"
A sentença da juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues foi lida em 19 minutos. Durante a leitura, a juíza disse que a personalidade de Bruno "é desvirtuada e foge dos padrões mínimos de normalidade" e destacou que ele tem na sua personalidade uma total incompreensão dos valores. Ela ainda afirmou que "a execução do homicídio de Eliza foi meticulosamente calculada" e que "Bruno acreditou que, ao sumir com o corpo, a impunidade seria certa".
Em novembro do ano passado, já tinha saído a sentença de dois réus: Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, que foi condenado a 15 anos, e a ex-namorada do goleiro Bruno, Fernanda Gomes de Castro, a 5 anos em regime aberto

Goleiro Bruno é condenado a 22 anos e 3 meses; ex-mulher é absolvida Júri culpou o jogador por homicídio, ocultação, sequestro e cárcere privado. Dayanne Rodrigues foi absolvida pelo sequestro e cárcere do filho de Eliza.

O júri popular formado por cinco mulheres e dois homens condenou no início da madrugada desta sexta-feira (23), no Fórum de Contagem, em Minas Gerais, o réu Bruno Fernandes de Souza a 22 anos e 3 meses pelo assassinato e ocultação de cadáver de Eliza Samudio e também pelo sequestro e cárcere privado do filho Bruninho. Dayanne Rodrigues, ex-mulher do jogador, foi absolvida da acusação de sequestro e cárcere privado do bebê.
Sua personalidade é desvirtuada e foge dos padrões mínimos de normalidade"
Juíza Marixa Fabiane Rodrigues, sobre Bruno
08/03/2013 - Bruno e Dayanne ouvem a sentença lida pela juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues. (Foto: Léo Aragão / G1) 
Bruno e Dayanne ouvem a sentença lida pela juíza
no júri popular do caso Eliza (Foto: Léo Aragão / G1)
Bruno foi condenado a 17 anos e 6 meses em regime fechado por homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, asfixia e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima), a outros 3 anos e 3 meses em regime aberto por sequestro e cárcere privado e ainda a mais 1 ano e 6 meses por ocultação de cadáver. A pena foi aumentada porque o goleiro foi considerado o mandante do crime, e reduzida pela confissão do jogador.
Eliza desapareceu em 2010 e seu corpo nunca foi achado. Ela tinha 25 anos e era mãe do filho recém-nascido do goleiro Bruno, de quem foi amante. Na época, o jogador era titular do Flamengo e não reconhecia a paternidade.
O advogado Lúcio Adolfo, que representa o atleta, disse que recorrerá da condenação. O promotor Henry Wagner Vasconcelos de Castro afirmou que esperava pena de 28 a 30 anos de prisão para o réu e anunciou que vai recorrer para aumentar a punição.
A sentença da juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues foi lida em 19 minutos. Em sua decisão, ela disse que a personalidade de Bruno "é desvirtuada e foge dos padrões mínimos de normalidade" e destacou que "o réu tem incutido na sua personalidade uma total incompreensão dos valores".
A magistrada afirmou ainda que "a execução do homicídio foi meticulosamente calculada" e que "Bruno acreditou que, ao sumir com o corpo, a impunidade seria certa".
Por fim, ela lembrou que, assassinada, "a vítima [Eliza Samudio] deixou órfão uma criança de apenas quatro meses de vida".
Para a Justiça, a ex-amante do jogador foi morta em 10 junho de 2010, em Vespasiano (MG), após ter sido levada à força do Rio de Janeiro para o sítio do goleiro em Esmeraldas (MG), onde foi mantida em cárcere privado. A certidão de óbito foi emitida por determinação judicial. A criança, que foi achada com desconhecidos em Ribeirão das Neves (MG), hoje vive com a avó em Mato Grosso do Sul. Um exame de DNA comprovou a paternidade.
A Promotoria afirma que, além de Bruno e Dayanne, mais sete pessoas participaram dos crimes. Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, amigo de Bruno, e Fernanda Gomes de Castro, ex-namorada do atleta, foram condenados no júri popular realizado em novembro de 2012.
No dia 22 de abril, Bola será julgado. Em 15 de maio, enfrentarão júri Elenílson Vitor da Silva, caseiro do sítio, e Wemerson Marques de Souza, amigo do goleiro. Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno, foi morto a tiros em agosto de 2012. Outro suspeito, Flávio Caetano Araújo, que chegou a ser indiciado, foi absolvido (saiba quem são os réus).
Jorge Luiz Rosa, outro primo do goleiro, que era menor de idade na época da morte, cumpriu medida socioeducativa por crimes similares a homicídio e sequestro. Atualmente tem 19 anos e é considerado testemunha-chave do caso.
Veja a seguir como foi o debate entre o promotor Henry Wagner Vasconcelos de Castro e os advogados dos réus, na quinta-feira (7), e o que aconteceu nos demais dias do júri popular:
selo_bruno_promotoriaxacusaçãoNOVA (Foto: Editoria de Arte / G1)
07/03/2013 - Advogado Lúcio Adolfo fala em direção ao promotor (Foto: Léo Aragão/G1) 
O advogado Lúcio Adolfo faz a defesa de Bruno sob
olhares do promotor do caso(Foto: Léo Aragão/G1)
Eliza não veio [para Minas Gerais] passear não, minha gente. Ela veio com a cabeça estourada"
Henry Wagner Vasconcelos de Castro, promotor
Lúcio Adolfo, advogado de Bruno Fernandes de Souza, encerrou os debates entre defesa e acusação pedindo aos jurados a absolvição do goleiro, apesar de em nenhum momento ter afirmado que o jogador é inocente na morte de Eliza Samudio. Ele voltou a falar que a ação tem falhas, desqualificou o depoimento de Jorge Luiz Rosa, primo do atleta menor de idade à época dos crimes, e acusou mais uma vez o Ministério Público de ter feito um "acordo" com Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, para "não passar vergonha". O defensor pediu aos jurados que, em caso de condenação, a pena do goleiro seja menor que a de Macarrão. "Não deve passar de 10 [anos]", disse.
'Pena máxima para Bruno'
Durante sua participação final nos debates do júri popular de Bruno e de Dayanne Rodrigues, o promotor Henry Wagner Vasconcelos de Castro pediu que o goleiro receba a pena máxima pela morte de Eliza Samudio e disse que o jogador e os demais envolvidos no assassinato "foram festejar a morte" da modelo após o crime. Somadas as duas vezes em que falou, ele teve quatro horas e meia para convencer os jurados.
Na quarta (6), durante o seu interrogatório, Bruno disse que foi a três festas e participou de uma partida de futebol com o time 100% depois da morte, da qual sabia a partir de conversa com Macarrão e com seu primo Jorge Luiz Rosa.
Em sua fala, Bruno reconheceu pela primeira vez que sabia que Eliza Samudio havia sido morta e, também pela primeira vez, implicou o policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, na morte da modelo, dizendo que ele havia sido contratado por Macarrão. Hoje, ao falar mais uma vez a pedido da defesa, Bruno disse que "sabia e imaginava" que ela seria morta.
Com base no depoimento Jorge Luiz Rosa à polícia, o promotor descreveu como a modelo foi morta. "Saiu espuma branca da boca dela. Ela agonizou, espereceu e por fim, morreu", disse conforme a testemunha. A mãe de Eliza Samudio, Sônia Moura, saiu do plenário chorando com o relato. "Ninguém está em dúvida se Bola matou a Eliza não", disse Henry Wagner de Castro. "O Bola matou a Eliza", disse em seguida.
07/03/2013 - Advogados de Bruno conversam antes do quarto dia de julgamento (Foto: Renata Caldeira / TJMG) 
Lúcio Adolfo, à esquerda, conversam com colegas
da defesa no júri (Foto: Renata Caldeira / TJMG)
O promotor tem mais dúvida que os senhores. Eles não têm prova contra Bruno, tanto que precisou fazer um acordo com Macarrão"
Lúcio Adolfo, advogado do goleiro Bruno
'Negociata com Macarrão'
Na primeira vez que falou aos jurados, o advogado Lúcio Adolfo afirmou que a única prova do Ministério Público contra o goleiro Bruno é uma "negociata com Macarrão", em referência ao interrogatório em que Luiz Henrique Romão ligou o atleta à morte de Eliza Samudio, em novembro de 2010, antes de ser condenado a 15 anos de prisão.
"O promotor tem mais dúvida que os senhores. Eles não têm prova contra Bruno, tanto que precisou fazer um acordo com Macarrão", disse aos jurados, classificando o suposto acerto de "excuso, indecente e imoral".
Macarrão pegou 15 anos de prisão – pena mínima por homicídio qualificado em razão de sua confissão. Conforme a sentença da juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, ele foi condenado a 12 anos em regime fechado por homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, asfixia e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima) e mais três anos em regime aberto por sequestro e cárcere privado. O amigo de Bruno foi absolvido da acusação de ocultação de cadáver.
Durante o debate, o advogado do jogador classificou de "incompletas" as provas e afirmou que não cabe a ele provar a morte de Eliza nem se "o corpo estava aqui ou acolá". Ele disse ainda que o promotor fez um "cineminha" no júri popular com imagens de reportagens sobre o caso. "Essa é a prova do Ministério Público", ironizou. Afirmou também que o atestado de óbito, expedido às vésperas do julgamento, "alimenta a imprensa" e criticou o promotor do caso. "O doutor promotor só conseguiu ficar bonito na tela de TV. Provar, nada".
O defensor apresentou três opções para os jurados: na primeira, pediu absolvição por falta de provas; na segunda, defendeu uma participação "menor" de Bruno no crime; e na terceira, disse que os jurados podem entender que Bruno participou de outro crime, mas não da morte de Eliza.
ATUALIZADO Arte estática Caso Eliza Samúdio (Foto: arte)
Promotor livra Dayanne
Henry de Castro, na primeira vez que teve a palavra, pediu a absolvição de Dayanne Rodrigues, ex-mulher de Bruno. Ela chorou ao ouvir as palavras do promotor.
Segundo o responsável pela acusação, Dayanne deveria ser inocentada porque foi "coagida" pelo policial aposentado Zezé, José Lauriano, que hoje é investigado por participação no crime. Segundo ele, Bruno deixou a "mãe de suas filhas à mercê" de Zezé. "E Bruno conhecia o Zezé", disse.
Antes disso, a ex-mulher do goleiro pediu para ser ouvida novamente no júri popular para dizer que tem medo de José Lauriano.
Na nova fala, Dayanne disse que recebeu uma ligação do policial Zezé, em que ele dizia que Macarrão já o tinha avisado de que ela estava com o bebê, orientando para ela não comparecer com a criança na delegacia de polícia. "Eu senti medo naquele momento, tanto quanto estou sentindo agora, ainda mais depois que o Bruno falou ontem", disse.
'Sabia e imaginava'
Bruno, em um novo interrogatório na quinta (7) sobre a morte de Eliza, disse que "sabia e imaginava" que Eliza seria morta. A juíza Marixa Rodrigues determinou que ele retornasse ao plenário para ser ouvido novamente, a pedido de sua defesa.
"Pelas brigas constantes, pelo fato de eu ter entregado ao Macarrão o dinheiro", disse o jogador sobre estar ciente de que a modelo seria assassinada.
O promotor Henry Wagner Vasconcelos de Castro afirmou que agora é possível saber que o goleiro Bruno"mentiu", mesmo sabendo de toda a verdade sobre a morte de Eliza Samudio.
"O futebol perdeu um goleiro razoável, mas um grande ator", afirmou o promotor no início de sua primeira intervenção, afirmando que a "canalha quadrilha" levou Eliza do Rio de Janeiro para Minas Gerais e que ela nunca fez o exame de DNA porque Bruno não quis.
Segundo o acusador, Bruno agrediu Eliza, ameaçou a jovem de morte e tentou forçá-la a tomar abortivo. Para o promotor, o jogador se negava a atender o único pedido da vítima: o pagamento dos exames pré-natais.
"Bruno é o articulador, ele está no comando, ele está no controle, ele está na apuração", disse o promotor, que afirmou que Luiz Henrique Romão, o Macarrão, era "jagunço e faz-tudo" de Bruno. Por isso, o goleiro enviou, depois do crime, uma carta pedindo que o "irmão" assumisse a culpa em seu lugar.

Bruno_selo_6demarço (Foto: Editoria de Arte / G1) 
 O goleiro Bruno Fernandes de Souza disse na quarta-feira (6) que aceitou o fato de que Eliza Samudio havia sido assassinada a mando do amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, sem tomar qualquer atitude e sem denunciar os envolvidos no crime. "Como mandante, dos fatos, não, eu nego. Mas de certa forma, me sinto culpado", afirmou o atleta. "Eu não sabia, eu não mandei, excelência, mas eu aceitei", disse à juíza Marixa Rodrigues.
 O goleiro disse que Macarrão contou a ele que contratou Bola para matar Eliza. Foi a primeira vez que Bruno implicou Bola na morte da modelo, com quem o atleta teve um filho. O atleta reconheceu pela primeira vez que Eliza foi morta, culpou Macarrão pelo assassinato, negou ser o mandante do crime e disse acreditar que poderia ter evitado esse desfecho.
  Bruno disse que não denunciou Macarrão pelo crime por "medo de acontecer alguma coisa" com as sua filhas e com ele próprio e também "pelo fato de conhecer ele há muito tempo".
terceiro dia de júri

Famosos e familiares velam corpo de Chorão em Santos Velório do cantor da banda Charlie Brown Jr., a pedido da família, foi aberto ao público após duas horas.

Na noite desta quarta-feira, 6, famosos como Di Ferrero, da banda NX Zero, o ator Alexandre Frota e Champignon, baixista do Charlie Brown Jr., velaram o corpo de Chorão na Arena Santos, em Santos, São Paulo. Após duas horas, a família de Chorão liberou a presença do público na cerimônia. "Muito triste com a morte do grande parceiro", escreveu Alexandre Frota em sua página no Twitter direto do velório.
Aos 42 anos, Chorão, vocalista da banda Charlie Brown Jr., foi encontrado morto na manhã desta quarta-feira, 6, em seu apartamento em Pinheiros, São Paulo. A equipe de perícia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) esteve no local para investigar a causa da morte do cantor. O corpo foi encaminhado por volta das 8h desta manhã para o Instituto Médico Legal localizado no centro de São Paulo.
A família de Chorão  está indo de Santos para São Paulo. O cantor tem ainda um filho de 19 anos de seu primeiro casamento.
Cantor estava de férias e próximo show seria no fim de março
Alexandre Magno Abrão, conhecido como Chorão, estava há 15 à frente do Charlie Brown Jr. O grupo lançou em 2012 o disco "Música Popular Caiçara", que marcou o retorno do baixista Champignon e do guitarrista Marcão, completando a formação ao lado do guitarrista Thiago Castanho e do baterista Bruno Graveto.
Di Ferrero no velório de Chorão em Santos, São Paulo (Foto: Thiago Duran/ Ag. News) 
Di Ferrero no velório de Chorão em Santos, São Paulo
Alexandre Frota no velório de Chorão em Santos, São Paulo (Foto: Thiago Duran/ Ag. News)Alexandre Frota
Alexandre Frota no velório de Chorão em Santos, São Paulo (Foto: Thiago Duran/ Ag. News)Alexandre Frota no velório de Chorão em Santos, São Paulo
Champignon, baixista do Charlie Brown Jr., no velório de Chorão em Santos, São Paulo (Foto: Thiago Duran/ Ag. News)Champignon, baixista do Charlie Brown Jr., no velório de Chorão
Champignon, baixista do Charlie Brown Jr., no velório de Chorão em Santos, São Paulo (Foto: Thiago Duran/ Ag. News)Champignon
Velório de Chorão em Santos, São Paulo (Foto: Leo Franco/ Ag. News)Velório de Chorão em Santos, São Paulo
Velório de Chorão em Santos, São Paulo (Foto: Thiago Duran/ Ag. News)Velório de Chorão em Santos

'Estava pronto para lançar o álbum novo,' diz Champignon Música "Meu Novo Mundo", lançada esta semana, faz parte do novo disco. Champignon diz que é muito cedo para pensar no futuro da banda.


Músico Champignon é baixista da banda Charlie Brown Jr. (Foto: Lincoln Chaves/G1) 
Champignon é baixista da banda Charlie Brown Jr.
(Foto: Lincoln Chaves/G1)
O músico Champignon, integrante da banda Charlie Brown Jr., disse nesta quinta-feira (7), durante o sepultamento do cantor Chorão, que o grupo já tem um novo álbum pronto para ser lançado. Uma das músicas inéditas, "Meu Novo Mundo", foi divulgada esta semana nas rádios de todo o Brasil.

O amigo conta que eles já estavam preparados para o lançamento. "A gente já estava pronto para lançar o álbum novo. Foi o que ele deixou, além do legado, o último disco em que ele cantou", diz Champignon.

Quanto à continuidade da banda, o baixista disse que o futuro é incerto. "A gente vai se reunir. Pensamos em fazer homenagens, mas é muito cedo para falar alguma coisa a esse respeito. Mas a música dele está eternizada", conta o músico.

Champignon também confirmou que Chorão estava triste. "No último show, no Balneário Camburiú (SC), ele estava muito triste, coisas do lado pessoal dele, familiar. A gente sem a nossa família não é nada. O sucesso é um embrulho bonito de presente, mas se dentro não tiver nada, que alegria isso traz?", questiona.

O músico descreve ainda o momento difícil pelo qual está passando. "São 20 anos de história com ele. Toda perda é assim, a gente fica triste, chora, mas o principal é que vamos levar só os bons momentos, tudo que construímos. A gente um dia já foi uma molecada que sonhava em ter uma banda, em ter um trabalho relevante, e ao lado dele conseguimos. Infelizmente estamos aqui, nos despedindo, mas nunca vamos deixar de amar ele", finaliza.
Morte de Chorão (Foto: G1)
Morte
Chorão foi encontrado morto em seu apartamento na Rua Morás, em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, na madrugada desta quarta-feira (6). Ele tinha 42 anos. O músico foi visto desacordado pelo seu motorista, que acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). No local a unidade de resgate constatou que ele já estava morto.
A Polícia Militar disse ter recebido um chamado às 5h18 para "verificação de morte natural em um apartamento". Chorão morava no 8º andar do edifício. Segundo a assessoria do vocalista, o estado de saúde do cantor era bom. O músico estava de férias e embarcaria para os Estados Unidos em breve.
O apartamento do cantor estava danificado. A polícia acredita que os danos foram feitos pelo próprio cantor, já que o corpo de Chorão foi encontrado com o dedo machucado e havia sangue no local. O delegado Itagiba Vieira, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), disse que não acredita que Chorão tenha sido vítima de homicídio.
Histórico
O cantor e letrista liderava a banda que foi formada e estabelecida na cidade de Santos, no litoral de São Paulo, na década de 1990. Em 15 anos de carreira, a banda lançou dez discos, segundo o site oficial do grupo. Paulistano, adotou a cidade de Santos desde a juventude, onde criou o Charlie Brown Jr..
O grupo vendeu 5 milhões de cópias. Além de vocalista e letrista, Chorão era o responsável pelo direcionamento artístico e executivo da banda. Em 2004, o álbum "Tâmo aí na Atividade” foi premiado com o Grammy Latino. No ano passado, o grupo lançou o álbum “Música Popular Caiçara”, com destaque para a música "Céu Azul".
Chorão foi o único integrante do Charlie Brown Jr que esteve em todas as formações da banda. O apelido é da adolescência. Quando ele ainda não sabia andar de skate, ficava apenas olhando os amigos. Um deles virou para Chorão e disse para ele "não chorar".
Roteirista do filme “O Magnata”, já realizado, e do longa metragem “O Cobrador”, em andamento, como empresário administrou marcas de skate e viabilizou a realização de grandes eventos de skate no Brasil, além de manter o Chorão Skate Park em Santos.

Conheça a trajetória do cantor Chorão



Infância difícil

Um dia a gente cresce. E conhece nossa essência e ganha experiência. E aprende o que é raiz então cria consciência" (Trecho da música 'Senhor do tempo')

9/4/1970

Nasce em São Paulo. Sua família é de origem simples e sua mãe trabalha como doméstica

1981

Seus pais se separam quando ele tinha 11 anos. Na 7ª série, abandona a escola

1984

Começa a andar de skate e ganha o apelido de Chorão. Chega a ser vice-campeão paulista da categoria

1987

Muda-se para Santos aos 17 anos
Fotos: Reprodução/YouTube
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Banda revelação

Sempre sonhei em fazer um som que fosse 'a cara' e então poder chegar em algum lugar. Ver a garota sorrir, a galera pular, a multidão a me chamar" (Trecho da música ‘O Preço’)

1991/1992

Conhece o adolescente Champignon e forma a banda What’s Up, em Santos. No ano seguinte, ao lado de Renato Pelado e Marcão, funda o Charlie Brown Jr. Mais tarde, entra Thiago Castanho

1997

Estreia com o álbum “Transpiração contínua prolongada”, que foi disco de platina. Dali saem hits como “Proibida pra mim” e “O coro vai comê”

1998

Ganha o prêmio de banda revelação no MTV Video Music Brasil
Fotos: Divulgação; Julio Vilela/Estadão Conteúdo

Um disco de sucesso por ano

Sinto saudades da minha família, mas a vontade de tocar e crescer é mais forte em mim agora" (Trecho da música ‘Não deixe o mar te engolir’)

1998

Lança o álbum "Preço curto, prazo longo", que traz os sucessos ‘Zóio de lula’ e ‘Te levar’

2000

Sai o álbum "Nadando com os tubarões". “Rubão, o dono do mundo" ganha os prêmios de escolha da audiência e melhor videoclipe de rock no VMB, da MTV

2001

Lança o álbum "100% Charlie Brown Jr", cuja música “Lugar ao sol” é dedicada a seu pai, morto no ano anterior. O guitarrista Thiago Castanho sai do grupo

2002/2004

A banda solta três álbuns na sequência: “Bocas ordinárias", “Acústico MTV" e “Tamo aí na atividade”
Fotos: Divulgação; Divulgação/MTV
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Polêmicas, brigas e separação

Minha vida é tipo um filme de Spike Lee. Verdadeiro, complicado, mal-humorado e violento. Você é bonito, e eu sou feio" (Trecho da música 'Champanhe e água benta')

2003

Durante show em SP, chama Badauí (vocalista do CPM 22) para a briga, após não gostar de ler comentários sobre ele em revista

2004

No Aeroporto de Fortaleza, agride Marcelo Camelo (Los Hermanos), que ganha processo por danos morais

2005

"Tamo aí na atividade” é premiado com o Grammy Latino de melhor álbum de rock brasileiro. No mesmo ano, Champignon, Marcão e Pelado saem da banda, que ganha outra formação
Fotos: Benonias Cardoso/Folhapress; Divulgação
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Cinema, skate e moda

A vida me ensinou a nunca desistir nem ganhar, nem perder, mas procurar evoluir" (Trecho da música ‘Dias de Luta, Dias de Glória’)

2006

Funda a pista Chorão Skate Park, em Santos. O guitarrista Thiago Castanho retorna à banda

2007

"Senhor do tempo" vence a categoria de melhor canção do Prêmio Multishow. No mesmo ano, roteiriza e participa do filme “O magnata”, de Johnny Araújo

2008

É expulso de voo que ia para Manaus, acusado pela Gol de ter se recusado a desligar um aparelho eletrônico e xingado a tripulação

2009

Cria a marca de roupas DO.CE (Dose Certa)
Fotos: Walter Alves / Estadão Conteúdo; Glauco Araujo/G1; Almeida Rocha/Folha Imagem

Parceria retomada

O tempo às vezes é alheio à nossa vontade, mas só o que é bom dura tempo o bastante pra se tornar inesquecível" (Trecho da música 'Vícios e virtudes')

2010

O álbum "Camisa 10 joga bola até na chuva" é premiado com o Grammy Latino de melhor álbum de rock brasileiro

2012

Lança “Música popular caiçara”, que marca a volta de Champignon e Marcão. Durante show em Apucarana (PR), briga com o baixista

11/2012

Termina casamento de 15 anos com a estilista Graziela Gonçalves
Fotos: Divulgação; João Sal/Folhapress; TV Globo/Blenda Gomes
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Examen revela probabilidad de morir en 10 años

Marzo 7, 2013.
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Marzo 7, 2013.CHICAGO.- Si alguien quiere saber sus posibilidades de morir en los próximos 10 años, lo primero que debe hacer es detectar algunas señales negativas: como respirar con dificultad luego de caminar varias calles, fumar y tener problemas al empujar una silla
en
una habitación.
Las señales y el examen que las incluye a manera de preguntas, forman parte del “índice de mortandad” desarrollado por investigadores de San Francisco para personas mayores de 50 años.
El examen tal vez satisfaga la curiosidad de varias personas, pero los investigadores opinan que su índice de 12 puntos está destinado principalmente para que lo utilicen los médicos. Puede ayudarles a decidir si
 vale la pena realizar costosos exámenes o procedimientos médicos a pacientes que posiblemente no vivan más de
10 años.
Es mejor hacerse el examen
con un doctor, quien puede discutir qué significa la puntuación en el contexto del historial médico del paciente,
 de acuerdo con los autores
 del estudio.
El índice “no busca ser una
guía sobre cómo alterar tu
estilo de vida”, dijo la
 principal autora, la doctora Marisa Cruz, de la
Universidad de California en San  Francisco.
En lugar de eso, los
médicos pueden utilizar los resultados para ayudar a los pacientes a entender los
pros y los contras
de un riguroso tratamiento
para la diabetes, un proceso
de seguimiento al cáncer de colon y pruebas de detección
del cáncer cervical.
Los 12 puntos del índice
reciben puntos. Entre menos puntos hay mejores
expectativas:
-Los hombres automáticamente tienen dos puntos. Adicionalmente, hombres y mujeres de 60 a 64 años
reciben un punto más;
de los 70 a los 74 años
 tienen tres y de 87 en
adelante siete puntos.
-Dos puntos por cada uno de
los siguientes: diagnóstico de cáncer (no incluye carcinomas menores de piel), enfermedades pulmonares que limiten la actividad o en las que se
requiera suministro de oxígeno, insuficiencia cardiaca, tabaquismo, dificultad para ducharse, dificultad para
 manejar dinero por problemas mentales o de salud, o mucho esfuerzo al recorrer algunas calles.
-Un punto por: diabetes o hiperglucemia; dificultad para empujar objetos grandes como una silla pesada; ser delgado o con peso normal.
El puntaje más alto, o el peor, es 26 y eso implica un 95% de probabilidades de morir en los siguientes 10 años. El que alcanza eso sería un varón de al menos 85 años con todas las condiciones mencionadas arriba.
Para tener cero, que significa un 3% de probabilidades de morir en la próxima década, se tendría que ser mujer menor de 60 años sin ninguna de esas afirmaciones, pero al menos un poco pasada de kilos.
Los hallazgos del análisis se publicaron el martes en la gaceta de la Asociación Médica Estadounidense. El Instituto Nacional de Envejecimiento y la Federación Estadounidense de Investigación de la Vejez ayudaron a pagar el estudio.
Los investigadores crearon el índice analizando los datos de casi 20.000 personas que formaron parte en una encuesta nacional de salud en 1998. Siguieron a los participantes durante 10 años y casi 6.000 de ellos fallecieron en ese tiempo.